sexta-feira, 30 de setembro de 2011


- Como assim eu mudei? Quando?
- Quando deixou de ser aquilo que era. Até mesmo quando deixou de fazer questão de todas essas coisas que hoje eu resolvi dar importância. E só dei importância porque quis que você soubesse o quanto eu a amo, o quanto sempre a amei. Antes eu nunca tivesse dito absolutamente nada do que eu disse. De repente, não estaria doendo como dói agora. Mas mesmo querendo muito a sensação de me arrepender de ter dito tudo o que eu disse, prefiro mesmo que você saiba. Um dia talvez você entenda o quanto a sua distração me dói, o quanto esse seu silêncio me rasga. O quanto machuca ver que se estragamos o que poderíamos ser, não foi por causa das nossas muitas brigas ou diferenças, foi porque desistimos de ser aquilo que sempre fomos não querendo estragar o que já tinhamos sido sem erro algum. Bel, eu não sei ficar distraído ao seu lado. E se isso vai te fazer feliz então seja. Mas não vai ser comigo.

Caio Fernando Abreu

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mas chega uma hora na vida que a gente tem que parar de ser boa com os outros e ser boa - primeiramente - com a gente. Fiquei amarga? Não mesmo. Agora eu sou prática. Vacilou? A porta está aberta, meu bem. Sem dó nem piedade.FERNANDA MELLO

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Sempre servi de antídoto para os temperamentos fortes dos que me cercavam. Quando não era antídoto, servia pra amenizar as reações adversas. Sempre fui o complemento, o peso que mantinha o equilíbrio da balança; e as pessoas se habituaram a isso. Alguém me entende?Não sou dada a brigas, discussões, guardar rancor, ficar de mal, de birra, de provocações e sou o oposto de orgulhosa. Aprendi muito bem a pedir desculpas quando estava errada e quando estava certa, também. Por isso, agora sou o típico tipo de gente em que acham que se pode pisar. Não pode, viu? Não em mim.

- Tô me sentindo estranho hoje…
- Por que?
- Sei lá, hoje acordei com vontade de tudo que, com muito esforço, eu deixei de gostar…
- Cigarros? (risos)
- Também!
- Do que mais?
- Você.

Caio Fernando de Abreu

domingo, 11 de setembro de 2011

“Eu não estou disposta a sofrer, desculpa. Eu te amo, mas eu tenho que ir. Eu tenho sonhos, mas não agora. Um beijo. Até um dia.”

Caio F.


Confesso que me dá uma saudade irracional de você. E tenho vontade de voltar atrás, de ligar, de te dizer mil coisas, e cair em suas mãos, sem me importar com nada, simplesmente entregar-te meu coração. Mas não, renuncio, me controlo e digo para mim mesmo que não é assim, que não pode ser.

Caio Fernando Abreu