Já passava das 3 da manhã, quando ela resolveu ligar.
- Alô!
-’ Fala.
- Está dormindo?
-’ Estou acordado, não costumo falar ao telefone quando estou dormindo.
- Como está?
- ‘Com sono.
- Hoje comprei aquelas rosas, sabe? aquelas que se espalham.
- ‘Hm. Qual a cor?
- Vermelhas.
- ‘Porque se chamam rosas? se podem ser vermelhas e brancas também.
- Não sei, poderia chamar-se “vermelha”, “branca” e ter a cor rosa,tanto faz.Eu gosto assim.
- ‘Ligou pra falar sobre as rosas?
- Não, liguei pela saudade. O que está fazendo?
- ‘Agora? falando com você, me diluindo dentro de uma garrafa de conhaque, e assistindo um filme na tv ,fala sobre um pessoal americano na faculdade, bebida, sexo, festa, essas besteiras todas iguais que aparecem nesses filmes sabe?
- Sei sim.
-’ Mas e tu? Está bem?
- Sim.
-’ Ótimo. Parece tensa, quer dizer algo?
- Para de fingir que tudo vai muito bem,sabe que precisamos um do outro.
-’ Eu sei, mas não dá.
- PORQUE NÃO?
-’ Você não quer.
- É que eu não posso, não queria que fosse assim, quero tudo de novo, como antes.
-’ Afinal, o que a gente é?
- Um engano.
quinta-feira, 30 de junho de 2011
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