quinta-feira, 30 de junho de 2011


Já passava das 3 da manhã, quando ela resolveu ligar.

- Alô!

-’ Fala.

- Está dormindo?

-’ Estou acordado, não costumo falar ao telefone quando estou dormindo.

- Como está?

- ‘Com sono.

- Hoje comprei aquelas rosas, sabe? aquelas que se espalham.

- ‘Hm. Qual a cor?

- Vermelhas.

- ‘Porque se chamam rosas? se podem ser vermelhas e brancas também.

- Não sei, poderia chamar-se “vermelha”, “branca” e ter a cor rosa,tanto faz.Eu gosto assim.

- ‘Ligou pra falar sobre as rosas?

- Não, liguei pela saudade. O que está fazendo?

- ‘Agora? falando com você, me diluindo dentro de uma garrafa de conhaque, e assistindo um filme na tv ,fala sobre um pessoal americano na faculdade, bebida, sexo, festa, essas besteiras todas iguais que aparecem nesses filmes sabe?

- Sei sim.

-’ Mas e tu? Está bem?

- Sim.

-’ Ótimo. Parece tensa, quer dizer algo?

- Para de fingir que tudo vai muito bem,sabe que precisamos um do outro.

-’ Eu sei, mas não dá.

- PORQUE NÃO?

-’ Você não quer.

- É que eu não posso, não queria que fosse assim, quero tudo de novo, como antes.

-’ Afinal, o que a gente é?

- Um engano.

Guilherme Alves

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