terça-feira, 13 de agosto de 2013

Tenho uma novidade pra contar: nós sabemos quando não somos mais quistos. Nós vemos o whatsapp não chamar, o celular não tocar e as desculpas aparecerem. Nós vemos quando nós nos esforçamos, quando nós moemos ou quando até somos quistos, mas não do jeito ‘certo’. CERTO? Sim, certo pra gente. A gente quer ser especial, quer ser o primeiro pensamento do dia, quer ser o mais bonito, o mais inteligente. Nós vemos quando somos ‘o que tem pra hoje’. Vemos porque fazemos isso com outras pessoas. E... definitivamente, esse não é problema. O problema não é não gostarem da gente, isso é o de menos. O problema é a gente gostar do outro. O problema é ver que os dias passam e nada muda. O problema é o outro ser o primeiro e o último pensamento do dia, é querermos contar o que aconteceu, ou aquele filme legal que vimos e esse alguém simplesmente não querer saber. Isso dói. Isso sangra. Isso nos abate. Não precisam ficar lembrando a todo momento ‘ ele/ ela não te quer’, ele/ela não ta nem aí’. A GENTE SABE! A gente só procura um melhor jeito de lidar com isso.

A gente também sabe que isso vai passar, que amanhã é outro dia, o quanto somos lindos/ inteligentes/ espertos/ interessantes e bla bla bla. A gente sabe que é loucura procurar quando não somos procurados. A gente também sabe que isso só piora o sentimento. A gente sabe também que quando estivermos curados vai aparecer outra pessoa pra recomeçar. A gente sabe que devemos nos dedicar a gente. Sabemos também onde erramos. Mas quando a gente procurar pra falar sobre a dor, pra falar sobre a frustração do dia seguinte, ou da saudade que nos perturba, apenas ouça. Ouça com atenção. Ouça porque é o que a gente precisa, dividir a dor da gente porque sozinho não ta dando. Ouça porque amanhã é outro dia, e porque amanhã pode ser você.

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