Tenho uma novidade pra contar: nós sabemos quando não somos
mais quistos. Nós vemos o whatsapp não chamar, o celular não tocar e as
desculpas aparecerem. Nós vemos quando nós nos esforçamos, quando nós moemos ou
quando até somos quistos, mas não do jeito ‘certo’. CERTO? Sim, certo pra
gente. A gente quer ser especial, quer ser o primeiro pensamento do dia, quer
ser o mais bonito, o mais inteligente. Nós vemos quando somos ‘o que tem pra
hoje’. Vemos porque fazemos isso com outras pessoas. E... definitivamente, esse
não é problema. O problema não é não gostarem da gente, isso é o de menos. O
problema é a gente gostar do outro. O problema é ver que os dias passam e nada
muda. O problema é o outro ser o primeiro e o último pensamento do dia, é
querermos contar o que aconteceu, ou aquele filme legal que vimos e esse alguém
simplesmente não querer saber. Isso dói. Isso sangra. Isso nos abate. Não
precisam ficar lembrando a todo momento ‘ ele/ ela não te quer’, ele/ela não ta
nem aí’. A GENTE SABE! A gente só procura um melhor jeito de lidar com isso.
A gente também sabe que isso vai passar, que amanhã é outro
dia, o quanto somos lindos/ inteligentes/ espertos/ interessantes e bla bla
bla. A gente sabe que é loucura procurar quando não somos procurados. A gente
também sabe que isso só piora o sentimento. A gente sabe também que quando
estivermos curados vai aparecer outra pessoa pra recomeçar. A gente sabe que
devemos nos dedicar a gente. Sabemos também onde erramos. Mas quando a gente
procurar pra falar sobre a dor, pra falar sobre a frustração do dia seguinte,
ou da saudade que nos perturba, apenas ouça. Ouça com atenção. Ouça porque é o
que a gente precisa, dividir a dor da gente porque sozinho não ta dando. Ouça
porque amanhã é outro dia, e porque amanhã pode ser você.
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